ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/02/2018
Deficiência: cidadania limitada Na antiga Grécia, definiu-se o conceito de “isonomia”- todos de uma sociedade são iguais perante a ordem vigente, logo, possuem os mesmos direitos. Entretanto este fundamento da democracia é paradoxal no contexto brasileiro, visto que os cidadãos surdos encontram desafios para a sua formação educacional.
Segundo estatísticas do INEP, a taxa de surdos matriculados no ensino básico está em decréscimo, consequência da ausência de capacitação especial nas instituições e da exclusão em sala de aula, resultando em preconceitos sociais e a evasão do aluno.
A trajetória acadêmica nas universidades é ainda mais restrita, são poucos que ingressam com as políticas de cotas, estes ou não concluem a graduação, já que as aulas não acompanham com didática visual, ou com um árduo diploma inserem-se em um mercado de trabalho intolerante e de poucas oportunidades.
Negligenciar o direito à educação do surdo é negar a isonomia da Constituição do Brasil, portanto são necessárias intervenções que somem um aprendizado de qualidade e inclusivo com espaços para a atuação prática.
Por conseguinte o Ministério da Educação deve inovar as atividades educativas para as redes de ensino, com materiais visuais e auditivos (visando a leitura labial), e a promoção de cursos da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) aos pedagogos, empresas e em espaços públicos. Em âmbito social, via Ministério da Cultura, a divulgação em escolas e mídias abertas que as diferenças não são pretextos para limitar os direitos humanos ou discriminar, e sim dignas de respeito e acolhimento social.