ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/02/2018
Em Esparta, bebês considerados imperfeitos eram descartados por não se enquadrarem aos padrões espartanos. Já durante a 2ª Guerra Mundial, pessoas com deficiência eram levadas para campos de concentração, pois não eram considerados arianos pelo regime nazista da Alemanha. Em ambos os casos, isso ocorria devido à vontade de se criar uma sociedade composta apenas por indivíduos considerados perfeitos. Mesmo com o passar das décadas e com a aceitação das diferenças, ainda é possível observar uma grande dificuldade na inclusão de deficientes auditivos em áreas como a educação.
De acordo com Paulo Freire, a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas e elas mudam o mundo. Mas nem todos têm fácil acesso ao ensino, como, por exemplo, pessoas surdas, que encontram muitas dificuldades para garantir seu direito à aprendizagem. Uma barreira é a diferença de preço cobrado por instituições de ensino privado, fazendo com que esses indivíduos procurem por escolas especiais. Tendo isso em vista, foi criada uma lei que proíbe que as escolas particulares tenham essa conduta, o que garante que os alunos não sejam tratados com diferença devido às suas dificuldades.
Outro fator que dificulta a inclusão dos surdos é que os pais de crianças nessas condições preferem matricular seus filhos em escolas exclusivas, pois têm medo de que a criança não se enturme, já que outras crianças não estão acostumadas a conviver com a diferença e não conseguiriam se comunicar, pois não aprendem a Língua Brasileira de Sinais na sala de aula. Além disso, professores e outros funcionários de escolas comuns não estão preparados para receber alunos surdos, o que dificulta mais ainda a educação desse grupo.
Para solucionar a falta de inclusão educacional, o Ministério da Educação deve incluir, por meio de uma mudança na Base Nacional Comum Curricular, o ensino da Libras como matéria obrigatória, para que todos possam se comunicar independente de suas dificuldades. Em paralelo, as secretarias estaduais de educação devem promover palestras, em colégios públicos e privados, para pais, alunos e professores, ministradas por médicos e psicólogos para que estes mostrem a importância da convivência com a diferença. Dessa forma, a formação educacional de surdos não será mais um desafio no Brasil.