ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/02/2018
Inclusão excludente
Em 26 de Setembro de 1857, durante o governo de Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, foi criada a primeira escola para educação de meninos surdos. A partir desse marco extremamente importante, mesmo que tardio, para os deficientes auditivos, esperava-se que cada vez mais as “portas” se abrissem e mais direitos fossem conquistado em relação a acessibilidade em sua educação. No entanto, depois de quase dois séculos, essa parcela da sociedade continua sofrendo com a negligência do governo e a falta de acesso à educação de qualidade e esses fatos precisam ser mudados.
Primeiramente, faz-se necessário recordar que a Constituição brasileira assegura, no Artigo 27, a educação constitui direito da pessoa com deficiência, porém essa não é a realidade. O governo não investe em escolas exclusivas ou comuns, que atendam as necessidades dos surdos, como ensino em Libras e professores que dominem essa forma de comunicação.
Com a desmotivação de não falar a língua do outro e a falta de qualidade na educação de surdos, o número de matrículas em classes especiais, assim como o de classes comuns, que incluem a educação de surdos, caem; Como consequência, há poucos surdos empregados tanto pela falta de acesso a educação, quanto pelo preconceito de empresas que temem que um surdo formado em determinado curso não seja tão qualificado quanto um ouvinte formado no mesmo curso.
Para combater o preconceito e a exclusão dos surdos do sistema educacional e da sociedade como um todo, o Ministério da Educação deve investir na formação de profissionais capacitados a educar Libras e a escrita portuguesa, bem como criar mais classes inclusivas e escolas públicas dedicadas aos surdos.
Assim, pode-se concluir que com as medidas citadas devidamente efetuadas, as salas de aula se tornarão um ambiente de oportunidades reais e a premissa de um futuro promissor em empresas que contratam os surdos, sem preconceitos.