ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 23/02/2018

O desafio do acesso do deficiente aos direitos básicos do cidadão não é uma invenção atual. Desde as primeiras civilizações o grupo sofre com negligências em relação à sua inserção na sociedade. Porém, a dificuldade no acesso à educação pelos deficientes auditivos ainda persiste e pode ser entendida através de uma análise ao passado.

É notória a influência que o passado exerce no presente. Em civilizações passadas, como a Grécia Antiga, onde o pensamento teocêntrico pedrominava, toda deficiência era vista como castigo divino, causando a separação dos deficientes dos demais, em função do preconceito. Entretanto, essa carga histórica ainda influencia o mundo contemporâneo.

O brasileiro sofre diariamente com as barreiras presentes na educação. Porém, a falta de recursos necessários para promover um ensino qualitário afeta, principalmente, a população deficiente do país. Em reflexo, o número de deficientes auditivos matriculados na Educação Básica tem sofrido queda desde 2011. As necessidades do surdo no meio educacional demoraram a ser atendidas, visto que somente a partir de 2002 a Lingua Brasileira de Sinais passou a ser implementada no Brasil, tornando a complexidade do assunto ainda maior.

Portanto, são necessárias medidas para combater o impasse. Se a intenção do Brasil é diminuir a segregação e melhorar a qualidade da educação para os surdos, é relevante que deficientes auditivos e não deficientes estudem juntos. Compete ao Ministério da Educação investir em meios que possibilitem a realização da medida, tais como a contratação de mais professores de Libra e a melhoria do ambiente das instituições de ensino, garantindo a acessibilidade. Assim, o problema da formação educacional dos surdos será solucionado. Pois, segundo o filósofo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo.