ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/02/2018
O Brasil é um país bilíngue, mas poucas pessoas sabem que Libras têm status de língua oficial. Isso se deve ao descaso e a marginalização de pessoas surdas. Inquestionavelmente, coligado a isso, nota-se que grande parte da população não tem informação e discernimento para lidar com pessoas com surdez, que sofrem por não terem direitos básicos garantidos, como, por exemplo, a educação.
Vários desafios estão explícitos, mas um deles é de grande peso: vencer a negligência governamental no que tange a formação dos professores. Nos cursos de graduação de pedagogia e licenciatura deveriam abranger de uma forma mais cabal o curso de linguagem dos sinais, porque quando esta matéria é incluída, muitas vezes ela é rasa e superficial, e isso não só contribui como multiplica uma cultura cega de negar a existência de pessoas com debilidades auditivas.
Outro revés que os surdos têm que enfrentar, é o pós término do Ensino Médio (quando conseguem terminá-lo), pois as faculdades, como, por exemplo, a USP (Universidade de São Paulo) em muitos cursos não tem professores capacitados para transmitir o conhecimento, consequentemente dificultando para a não formação e nem acesso ao mercado de trabalho, que também falha por não incentivar a contratação e a capacitação dos seus funcionários não surdos, com cursos para o aprendizado de libras.
Portanto, para que esses desafios não sejam mais postergados e esquecidos, é necessário uma mudança rápida, como, implementar um ensino completo e obrigatório de libras nas graduações para a formação de professores, organizar salas específicas e também em ambientes com surdos e não surdos para a interação e inclusão dos mesmos.