ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 27/02/2018
Na época da Roma Antiga, as famílias tinham permissão para sacrificar um filho que viesse ao mundo com deficiência. Hodiernamente, todos os direitos do cidadão são assegurados pela Constituição Federal. No entanto, é evidente que ainda surgem impasses na formação educacional de surdos no Brasil. Sendo assim, para reverter esse quadro faz-se necessária uma parceria entre o Estado e as escolas.
Em primeira análise, é indubitável que, em pleno século XXI, pessoas com algum tipo de deficiência enfrentam desafios para serem reconhecidas na sociedade. De maneira análoga, somente em 1857, indivíduos com surdez começaram a ter acesso à educação. Hoje em dia, são poucas as instituições que oferecem recursos adequados para jovens com deficiência. Dessa forma, eles acabam se sentindo excluídos da população.
Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Contrariando o Poder Público, as escolas enfrentam escassez de recursos tecnológicos direcionados à pessoas com deficiência. Comprova-se isso por meio da falta do sistema de Braille e Libras, isso ocorre, principalmente, nas instituições públicas, local onde há maior falta de investimentos. Destarte, tal fato acaba prejudicando na formação educacional de jovens com surdez.
Em virtude dos fatos mencionados, torna-se fundamental uma ação conjunta entre o Estado e as escolas. É imprescindível que o Estado ofereça recursos necessários para investir, com verbas e recursos tecnológicos nas instituições de ensino, para promover a autonomia dos indivíduos com surdez, para que eles desenvolvam suas habilidades. De acordo com Immanuel Kant, ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Sendo assim, cabe as escolas oferecer palestras ministradas por professores que discutam sobre a importância de incluir todo indivíduo na sociedade, garantindo-lhes seus direitos. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para a formação educacional de surdos no Brasil.