ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 28/02/2018

Educação para todos

A educação é essencial ao desenvolvimento de toda nação e, para o Brasil, não seria diferente. O direito a uma formação educacional de qualidade está incluso na Constituição de 1988, porém, quando se trata desse direito relativo à população de surdos do país, os desafios ainda são grandes. Seja pela falta de profissionais capacitados, seja pela precária inclusão oferecida por governo e escola no que se refere à infraestrutura, essa parcela da população brasileira convive com um sistema deficiente em qualidade e em inclusão.

Diante disso, é preciso observar que a inserção e o ensino do surdo passam por um educador ativo que participe da construção de seu conhecimento, ou seja, que participe da realidade daquele que não ouve, mas que ainda assim está capacitado em aprender, já que há uma língua brasileira de sinais (Libras) que o possibilite compreender o ambiente que o cerca. No entanto, apesar de garantido pela Lei nº 13.146, a oferta de educação bilíngue, em Libras e na modalidade escrita da língua portuguesa, em escolas no Brasil ainda é precária. O deficiente auditivo conta apenas com um professor de apoio, estando o docente que realmente ensina e acompanha distante de sua realidade e, muitas vezes, de seu real aprendizado.

Ademais, a existência de classes mistas, vista como alternativa para integrar crianças e jovens surdos à comunidade, também é um desafio, visto que a inserção na cultura dos surdos para compreender o processo de socialização deles, assim como o ensino de Libras, não é realizada, o que acaba por criar um ambiente escolar segregado em que alunos ouvintes e surdos são atendidos de formas diferentes e podem não compreender um a realidade do outro. Adaptar a infraestrutura das escolas com recursos que permitam a socialização de todos é necessária.

Portanto, é preciso romper com os desafios que ainda contribuem com um sistema deficiente em qualidade e em inclusão. Isso pode ser feito, por meio do Governo Federal em parceria com instituições de ensino superior através do melhor fornecimento de cursos de libras em faculdades, exames periódicos em escolas para avaliar o educador, contribuindo com um ensino mais ativo e, por conseqüência, inclusivo. Além disso, escolas podem aprimorar práticas pedagógicas através de aulas expositivas, materiais escolares acessíveis, acessibilidade arquitetônica e tecnológica, dentre outras. Dessa maneira, os desafios serão rompidos e o Brasil será inclusivo e melhor para se viver.