ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 01/03/2018

Somente no Brasil Império que se iniciou a inclusão dos portadores de deficiência auditiva,mesmo com a sociedade consideravelmente evoluída dos tempos atuais, diversos atrasos ainda se fazem presente quando este assunto entra em pauta. De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), o percentual de surdos matriculados em instituições de ensino, sofreu um declínio entre 2015 e 2016. Posto isto, destaca-se um país que apresenta déficits na inclusão dentro das instituições de ensino.

A Língua Brasileira de sinais foi reconhecida em 2002 como a segunda língua oficial da nação. Contudo, a maioria da população sequer tem conhecimento disso e as redes de ensino também parecem não ter, pois raramente fazem uso e também não a oferecem no currículo mínimo, nem como matéria optativa, que é, por exemplo, o caso do Espanhol na rede pública. Por conseguinte, a falta desta matéria interfere na comunicação entre o portador da deficiência e os demais alunos, o que gera uma exclusão social no ambiente escolar. Logo, o Estado, que garante na lei a educação e integração deste tipo de aluno, não tem cumprido seu papel.

Outrossim, é de conhecimento também que libras é uma disciplina exigida nos cursos de licenciatura porém, cursa-la não necessariamente prepara um educador para todos os desafios em sala. Uma prova disso é a necessidade de um interprete em sala de aula para auxiliar o indivíduo com necessidades, o que torna mínima a relação aluno X professor. Diante disso, é notória a necessidade do preparo do mestre para que ele possa interagir e sempre introduzir tal estudante em situações cotidianas de classe, por exemplo, usa-lo como exemplo em uma atividade.

Portanto, fica evidente a extrema necessidade de mudar tal realidade. Para haver uma mudança significativa, o MEC deve tornar libras uma disciplina curricular obrigatória e criar políticas de inclusão dentro do colégio, tal como palestras que falem de forma didática sobre o assunto. Ademais, cabe também ao Ministério promover um curso de capacitação para os professores, ensinando-os sobre integração do surdo nas atividades educacionais.