ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 05/03/2018

A má formação educacional dos surdos

Todo cidadão tem direito à educação, incluindo as pessoas com deficiência garantido pelo artigo da Lei nº 13.140. No entanto, os surdos brasileiros ainda enfrentam grandes desafios em sua formação educacional. Em virtude da falta de infraestrutura das instituições de ensino junto a ausência de profissionais capacitados, além da pouca difusão da língua brasileira de sinais, conhecida como LIBRAS. Por conseguinte é notada a marginalização desses indivíduos na sociedade.

O Brasil está longe de possuir escolas inclusivas para esse público. Em primeiro lugar, as salas de aula não possuem tecnologia assistiva, como também não dispõe material didático adaptado, além da falta de professores especializados com fluência em LIBRAS. Isso causa a baixa integração dos alunos não ouvintes com o restante da classe de aula, os colocando as margens do aprendizado. De tal forma, que de acordo com a WFD (Federação Mundial dos Surdos), 80% dos surdos de todo o mundo têm baixa escolaridade e problemas de alfabetização.

Essa marginalização no ensino é demonstrada no país com a notável evasão dos surdos na educação básica entre os anos de 2011 e 2016, segundo o INEP. Ademais, a pouca disseminação da linguagem brasileira de sinais, que embora seja a segunda língua oficial do país oficializada em 2002 pela Lei n° 10.436, está longe de ser comum na sociedade. De certo, isso resulta na completa falta de inclusão dos moucos, os impedindo de manter relações sociais com as demais pessoas. Por consequência encontram dificuldades na hora de conseguir um emprego ou até mesmo de se comunicar com algum agente público.

Em suma, para garantir o direito à educação para os surdos, assegurando a sua integração com a sociedade, é necessário a intervenção do Ministério da Educação através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, a fim de realizar melhorias estruturais nas escolas junto instalação de tecnologias assistivas, para que os alunos não ouvintes tenham maior adaptação aos conteúdos lecionados, além da inserção de profissionais fluentes em LIBRAS na sala de aula, oferecendo uma educação bilíngue para maior adaptação do aluno em situações cotidianas. Ademais, é preciso que a mídia que possui grande papel na formação de opinião da sociedade, propague a língua brasileira de sinais, através de programas feitos com essa linguagem, com intuito de que ela seja comum para todos, despertando o interesse de toda população em seu aprendizado.