ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/11/2024

A Lei nº 10.436/2002 (BRASIL, 2002), em que as instituições federais de ensino básico e superior devem proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras/Língua Portuguesa nas salas e aulas e em outros espaços educacionais que viabilizem o acesso, a comunicação e a educação. A inserção de pessoas surdas no âmbito escolar é um assunto que merece relevância e discussões aprofundadas, pois envolve uma preocupação com um grupo minoritário que sofre de uma invisibilidade social gritante. A inclusão deve ser pensada e implantada sob a ótica do aumento das oportunidades de desenvolvimento educacional e profissional, reforçada produção pelas potencialidades, produzindo visibilidade e igualdade de condições. Entretanto, o que se vê na prática são escolas despreparadas, ambientes educacionais restritivos que discriminam e estigmatizam, poucos professores especialistas, falta de acessibilidade, de tecnologia assistiva e infraestrutura.  Algumas instituições de educação superior têm cumprido o seu papel social e educacional no que concerne às legislações vigentes referentes à inclusão, Percebe-se no decorrer da história que o preconceito sempre esteve presente sobre o povo surdo. Aristóteles, desde o século IV a.C., já acreditava que todos os processos de aprendizagem eram por meio de audição, logo, a comunidade surda se qualificava como incapaz de desenvolver e aprender. Além disso, eram excluídos do convívio social e proibidos de exercer alguns direitos, como casar ou receber heranças, haja vista que eram considerados desqualificados e estavam à margem da sociedade. Hoje, o preconceito ainda existe, algumas vezes de forma encoberta, mas existente desde o vínculo familiar até a inserção do sujeito no contexto acadêmico.