ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 15/03/2018

“Não ha formas fáceis de se resolver problemas difíceis”. Esse pensamento de René Descartes, filósofo do século XVI, contribui para uma análise dos desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Sabe-se que em meio as diversas circunstâncias que rondam esse problema, é preciso um estudo da questão histórica de exclusão e preconceito com deficientes. Fatores esses, evidentes para se encontrar respostas e buscar eficientes caminhos para à resolução dos prejuízos humanos na contemporaneidade.

Em primeiro lugar, é necessário relembrar ações das antigas civilizações romanas que valorizavam a capacidade física perfeita do corpo, excluindo e rejeitando qualquer tipo de deficiente. Entretanto, na atualidade, ainda acontecem discriminação com essa minoria na sociedade, de modo que, essa deficiência, como no caso da surdez, é enxergada com uma limitação da capacidade humana desses indivíduos.

É importante destacar, que a falta de credibilidade por parte da comunidade é um fator desestimulante e prejudicial para a autonomia e participação efetiva dos surdos na sociedade. Visto que, mesmo após completarem um curso superior a inserção desse grupo no ambiente de trabalho é dificultada, principalmente por empresas que não buscam a inclusão social e desse modo, acabam abrindo espaço para o preconceito. Além disso, a limitação de escolas inclusivas e o pouco incentivo para matrículas, contribuem como mais um desafio para a efetiva formação educacional de surdos.

Fica claro, portanto, a necessidade de combater as dificuldades de formação educacional de surdos no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o terceiro setor -composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade- promover campanhas e palestras educativas em variados locais, principalmente em escolas e empresas, incentivando a inclusão e enfatizando a significância de ampliar o uso de libras como meio de comunicação objetiva. Em consonância, cabe ao governo investir na máxima criação de escolas inclusivas, que atendam as necessidades desses indivíduos. Por fim, como a filosofia nos mostra com Platão: “O importante não é apenas viver, mas viver bem”.