ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/03/2018

Deficiência auditiva em questão no Brasil

A Constituição Federal brasileira - documento de máxima autoridade jurídica no país - trata o acesso à educação ao indivíduo portador de deficiência auditiva como um direito natural e, portanto, imutável. Todavia, envolto de preconceito e de negligência, ele ainda não goza de seu direito. Assim, para que haja aumento da inclusão dessa minoria no âmbito acadêmico, é preciso maior diálogo entre Estado e sociedade.

Em primeiro plano, como nos remete a História, desde a Antiguidade o deficiente sofria preconceito e era negligenciado. Na pólis grega de Esparta, por exemplo, o indivíduo que apresentasse qualquer deficiência que o impedisse de ser um bom guerreiro, era sacrificado. Embora a sociedade moderna não trate mais o deficiente dessa maneira, ela ainda é envolta de preconceito. No que diz respeito ao deficiente auditivo, esses preconceitos refletem no seu contexto acadêmico.

Não obstante, ainda no século XX, a banda Pink Floyd, com sua música “Another Brick in the Wall”, criticava um sistema educacional falho e opressor, vigente ainda hoje em grande parte do contexto acadêmico brasileiro. A falta de uma legislação eficiente que crie melhores condições de acessibilidade e capacite os educadores para trabalhar com essa minoria, gera uma exclusão dela na academia.

Logo, é necessário que os órgãos governamentais responsáveis, em um diálogo com a sociedade, elaborem novas leis de inclusão ao deficiente auditivo por meio de seus parlamentares, trazendo maior qualidade de vida a essa minoria no Brasil.