ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/03/2018

Hitler, antes mesmo da Segunda Guerra Mindial, já exterminava deficientes na alemanha, como forma de purificar a raça ariana. Todavia, não é de exclusividade alemã esse comportamento, cujo reflexo é comprovado em práticas segregacionistas com a criação de instituições específicas, como escolas exclusivas para surdos e exclusão dos mesmos em outras “gerais”.

Embora estas academias visem ao melhor atendimento dos deficientes auditivos, as mesmas acabam os segregando, deixando de inserí-los na sociedade. De acordo com o Inep, há pouco mais de cinco mil pessoas matriculadas em classes exclusivas para surdos; seria empoderador, contudo, socializá-los, objetivando também criar e incentivar o costume à figura de um deficiente entre os estudantes, como mecanismo de tratar com mais normalidade e saber interagir com tal grupo.

Entretanto, é necessário ter medidas legais para este grupo social. Leis específicas, como os Artigos 27 e 28, não ferem o discurso do Artigo 5, que afirma que todos são iguais perante à lei, sendo então, desnecessária a criação das mesmas para grupos especiais. Porém, segundo Aristóteles, “é preciso tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente, na medida em que eles se desigualam.” Ou seja, mecanismos de adaptação dentro da sala de aula, como tecnologia e acompanhamento assistido, não são benefícios, e sim recursos para facilitar e permitir a participação e autonomia do deficiente, quanto estudante, no âmbito escolar.

Cabe ao Ministério da Educação unir-se às escolas e propiciar infraestrutura digna com investimentos conjuntos, penalizar aquelas que não constituírem de mecanismos para a plena inclusão dos deficientes auditivos e tornar obrigatório o sentindo da Língua Brasileira de Sinais. No âmbito domiciliar, cabe à família criar um ambiente de respeito e incentivar o convívio com este grupo social, agindo em conjunto da escola, por meio de reuniões e palestras. Destarte, ver-se-á uma mudança no comportamento social, tão urgente no atual panorama brasileiro.