ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/03/2018

No Brasil, durante o período imperial, foi criada a primeira escola para surdos. Porém, foram necessários quase um século e meio - mais precisamente em 2002 com a sanção da Lei nº 10.436 para que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) fosse reconhecida como segunda língua oficial no país. Nesse cenário, surge a problemática da formação educacional de surdos, seja pela falta de investimento em educação bilíngue, seja pela falta de conhecimento em Libras pela população brasileira no mercado de trabalho.

Segundo Immanuel Kant, a educação é a melhor forma para o progresso da humanidade. Sendo assim, de acordo com a Lei nº 13.146 o sistema educacional inclui as pessoas com deficiência - entre elas os surdos. No entanto, a matrícula de surdos na Educação básica vem diminuindo entre os anos de 2011 a 2016 (Fontes Inep), tanto em classes comuns quanto especiais. Dessa forma, o principio da universalização do conhecimento não está sendo cumprido, diminuindo a oferta da educação bilíngue.

Há, entretanto, outro agravante: o mercado de trabalho. Uma vez que, no Brasil a grande maioria das empresas não possuem funcionários para receber e desenvolver as habilidades de pessoas com deficiência auditiva. Nesse sentido, os empregados ficam “perdidos por não possuírem conhecimento em Libras, nem na graduação, nem como curso após sua inserção no mercado de trabalho.

Infere-se, portanto que a formação de surdos constitui um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Estado colocar Libras como matéria obrigatória na Universidades públicas e particulares, a fim de aumentar o número de universitários que dominam a língua de sinais. Além disso, pode-se oferecer incentivos fiscais para empresas que contratem formandos que possuem o conhecimento de Libras no currículo. Assim, a inclusão de pessoas com deficiência auditiva pela difusão de Libras deixará orgulhoso o imperador Dom Pedro II pela sua iniciativa.