ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/03/2018

O ser humano sempre ousou experimentar. “Nada é permanente, exceto a mudança.”, já afirmava o pensador grego Heráclito a fim de mostrar a transitoriedade existente no mundo. Nessa perspectiva, cabe ao homem agir com o intuito de melhorar seus caminhos. Assim, ao se analisar os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, é necessário perceber que a escassez de investimentos em tecnologias voltada para a inclusão social é um obstáculo às transformações que essa situação requer.

Em primeiro lugar, é importante perceber que após a 3° Revolução Industrial houve uma significativa inserção de tecnologias no cotidiano da população mundial, porém esse processo não foi realizado de maneira equalizada. Essa fato pode ser comprovado, por exemplo, com o surgimento de diversas plataformas virtuais de estudo, mas em que não há acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva posto que as aulas são gravadas oralmente. Dessa forma, torna-se cada vez mais árdua e desigual o acesso a uma formação educacional.

Em segundo plano, vale analisar que a mídia e os meios de comunicação como um todo não possuem um caráter inclusivo capaz de disseminar informações que cheguem - de forma igualitária - às pessoas com deficiência. Analogicamente, é notório a falta de conhecimento sobre as limitações sofridas por pessoas surdas - grande parte, devido a relutância, criada socialmente, em falar sobre minorias - por parte da população e que, consequentemente, dificulta a criação do sentimento de empatia. Além disso, as diversas escolas não possuem estrutura adequada para atender esse contingente populacional, colaborando, portanto, com a transgressão das leis.

Diante dessas circunstâncias é vital perceber a Educação e Governo como ferramenta de transformação. As escolas, através de palestras com profissionais qualificados, devem mostrar a importância dos direitos do cidadão para que desde a tenra idade passem a respeitar o próximo. Além disso, o Ministério da Cultura deve fornecer programas para atender surdos e prepara-los para o mercado de trabalho, através de aulas em libras. O caminho foi traçado, resta, agora, iniciar a mudança.