ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 21/03/2018
O artigo 5° da Constituição Federal brasileira, de 1988, assegura a todos os brasileiros o acesso à educação. Entretanto, tal garantia, infelizmente, não está sendo acatada em ralação aos deficientes auditivos na atualidade. Nesse sentido, é necessário analisar os desafios para formação educacional de surdos no país e possíveis soluções para atenuar essa problemática.
Em primeiro lugar, é válido enfatizar que pouco se discute sobre a inclusão educacional de portadores de deficiência auditiva no Brasil. De acordo com dados do Inep, a inserção de surdos na educação básica teve queda significativa entre os anos de 2011 e 2016 no país. De maneira análoga, percebe-se que língua de sinais apesar de ser reconhecida, em 2002, como a segunda língua oficial da nação, a maioria das escolas não possuem infraestrutura para receber o aluno especial, uma vez que o desconhecimento sobre libras, por parte de funcionários, professores e alunos, dificultam sua interação nas instituições de ensino. Como consequência, o surdo não se sente pertencente do ambiente escolar.
Em segundo lugar, é importante salientar que a invisibilidade dos deficientes auditivos é um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela população brasileira. Nesse contexto, observa-se que a primeira escola para surdos foi criada no período Imperial, porém, ao longo dos anos, não houve a preocupação de integrar o surdo na sociedade . Sob essa perspectiva, é fundamental que a população tenha acesso ao ensino de libras, visto que a dificuldade na comunicação com o deficiente auditivo nega sua identidade e corrobora com sua exclusão. Logo, medidas fazem-se necessárias para corrigir esse problema.
De acordo o filósofo Kant, ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Dessa forma, a fim de amenizar os desafios educacionais enfrentados pelos surdos no Brasil, o governo, por meio do Poder Legislativo deve implementar políticas públicas que torna o ensino de libras obrigatório nas escolas, com intuito de promover maior inclusão e visibilidade dessa minoria na sociedade. Espera-se, com isso, assegurar os direitos previstos pela Constituição Federal.