ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/03/2018
Conforme presente na Lei 13.146 de 2015, a formação educacional de qualidade é direito da pessoa com deficiência, sendo dever do Estado assegurar, desenvolver, acompanhar e implementar esse ensino. Todavia, nem sempre é o que ocorre nas salas de aula, onde frequentemente os deficientes encontram-se marginalizados em relação a sua turma.
Um dos desafios encontrados e provavelmente o mais frequente, é a quantidade de profissionais presentes em salas de aula, que não possuem a preparação adequada para lidar com as individualidades e características especificas de uma pessoa surda, já que estes, necessitam de um profissional qualificado o suficiente para repassar todo seu conhecimento e conseguir sanar possíveis dúvidas, e tudo em libras.
Além disso, nem todos dominam a língua de libras, e a mesma não é uma disciplina obrigatória na rede pública de ensino. Esse desconhecimento, dificulta, podendo até impossibilitar uma possível troca de saberes entre alunos.
Dessa forma, mesmo que o aluno surdo entre numa sala de aula com outros alunos não-surdos, ele vai continuar excluso, já que poucos conhecem a fundo, e se comunicam por braile. Por essa razão, em alguns casos, um aluno surdo comunica-se somente com seu professor dentro de uma sala de aula.
Através do exposto, é perceptível que a educação de surdos no Brasil ainda possui muitos obstáculos a serem vencidos, para que eles possam de fato ser inclusos. Para isso, é necessária uma qualificação obrigatória aos professores da rede publica e privada com cursos de libras e braile. Além disso, tornar libras uma disciplina obrigatória, facilitaria a inclusão dos mesmos não somente nas escolas, mas também na sociedade em geral.