ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/03/2018
Karl Marx,pensador alemão,acreditava que os indivíduos devem ser analisados de acordo com suas condições e situações,já que produzem suas existências em grupo.Nessa lógica,torna-se pontual compreender que as dificuldades enfrentadas na formação de surdos no Brasil são decorrentes de falhas no ambiente no qual esses indivíduos estão inseridos.Isso significa que a ineficiência da Constituição Federal (art.27) juntamente ao preconceito vivenciado por esses alunos corrobam com a persistência da problemática,necessitando,assim,de mudanças para sua resolução.
Numa primeira análise do impasse,nota-se que as leis que asseguram os direitos a educação e a inclusão da pessoa com deficiência ainda se mostram defazadas quanto a sua efetivação.Essa questão é pertinente, uma vez que esses indivíduos não contam com o incentivo para o desenvolvimento de suas habilidades e têm a falta de oportunidades para o avanço de uma carreira profissional, além das escolas ´´comuns´´ sofrerem por défict em suas estruturas.
De modo análogo, aplicado a um contexto histórico,em 1857,durante seu império,Dom Pedro II instituiu a primeira escola para meninos surdos, tendo em vista a melhora no âmbito social e educacional.No entanto,assim como a discriminação e o preconceito que se fazem presentes nas salas de aula, o bullying que se manifesta por ações repetitivas,e a exclusão social pelo ´´diferente´´ acabam corrompendo para com a efetivação desse objetivo.
É perceptível, então, a necessidade de mudanças.A princípio as secretarias de educação de cada estado devem oferecer cursos profissionalizantes aos deficientes com o objetivo de capacitá-los para o mercado de trabalho. Junto a isso, o MEC deve instituir nas escolas cursos de libras para a capacitação de professores, a fim de melhorar a inclusão e a socialização do aluno. Com esses direcionamentos, como advoga Marx, poderão coexistir de maneira mais justa e igualitária.