ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 25/03/2018
Na idade antiga, cidades como Esparta categorizavam as pessoas com deficiência como “disformes”, sendo permitidos seu isolamento e sacrifício. Tal situação também se mostrava comum em povos nativos brasileiros. Não é aceitável que, atualmente, ainda existam formas de exclusão social a tais indivíduos, a exemplo dos surdos, que enfrentam dificuldades no usufruto do direito à educação universal, conforme preconizado pela Constituição Federal de 1988.
Mormente, a educação inclusiva tem sido prejudicada diante à fragilidade estrutural e logística das instituições de ensino. A esse respeito, Aristóteles defendia que a política deveria ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio fosse alcançado na sociedade. Logo, em uma sociedade que pretende ser justa e promotora da dignidade humana, é paradoxal que ainda ocorra, nesse contexto, evasão escolar decorrente de falhas nas políticas educacionais.
Outrossim, a globalização levou a sociedade a priorizar o ensino de idiomas estrangeiros, em detrimento da segunda língua oficial do Brasil: a Libras. Sobre isso, o educador Evanildo Bechara mostra que poliglota é aquele que consegue se comunicar de várias formas dentro da sua própria nação. Logo, o favorecimento do estrangeirismo mostra que não é possível exercer, em sua totalidade, o agir comunicativo - tão defendido por Habermas - dentro do país, perpetuando-se, então, uma prática educacional excludente.