ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/03/2018

A constituição federal de 1988 – obra de maior hierarquia do sistema jurídico no país – garante o direito ao ensino básico de qualidade a todos os cidadãos. Todavia, ainda que o Brasil apresente uma lei que assegure este direito a pessoas com deficiência auditiva, na prática, o Estado constantemente falha em seu exímio cumprimento. Geram – se, então, graves consequências à sociedade.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é o que a educação faz dele. Nesse contexto, a inserção de alunos surdos no sistema educacional brasileiro demonstra urgência: o numero desses estudantes presentes em sala de aula apresentou decrescência nos últimos anos. Esse fato, deve-se, pois, o aluno encontra-se muitas vezes desmotivado a estudar devido a realidade na qual acaba encarando: a falta de professores capacitados em Libras, salas de aula lotadas e ausência de infraestrutura.

Ademais, quando não encontra base no sistema de ensino brasileiro, o surdo não consegue a aptidão exigida para, posteriormente, inserir-se no mercado de trabalho, o qual, na maioria dos casos não toma conhecimento das capacitações de tais pessoas. Gera-se, então, um ciclo vicioso, no qual, acaba por perpetuar o preconceito.

Conclui-se, portanto, que urge a necessidade de alteração no cenário educacional inclusivo no Brasil. Para tal, o estado deve investir na capacitação – em Libras – de professores do sistema público de ensino do país, como assegura a lei de nº 13.146, ao passo que, com o apoio midiático veicule propagandas voltadas ao incentivo à educação na TV e na internet. Além disso, é preciso que exista também a quebra do preconceito por parte das empresas, contratando cada vez mais profissionais surdos, incentivando assim a capacitação profissional de tais, contrariando, portanto, a fala de Einstein de que “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”.