ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 27/03/2018
Durante a Antiguidade, na cidade chamada Esparta, era comum o descarte social de pessoas que possuíam alguma patologia física ou psicológica. Contudo, embora a sociedade tenha evoluído até então, ainda é possível observar casos como esse, em que a deficiência física, incluindo a auditiva, é vista como um motivo de exclusão social. Logo, é um paradoxo afirmar que esse tipo de discriminação ainda existe em uma sociedade “evoluída” e que constitui-se como um bloqueio que impede o desenvolvimento da sociedade brasileira.
É indubitável, a priori, afirmar que a maioria dos centros educacionais brasileiros não está preparada para acolher surdos. Prova disso, é a pesquisa realizada pelo Inep, na qual constatou-se uma significativa redução de matrículas realizadas por surdos na educação básica. Isso se deve a diversos fatores, dentre eles a ausência de profissionais qualificados responsáveis por instruir esses indivíduos. Além disso, há também a falta de materiais capazes de auxiliar esses processos de aprendizagem e comunicação entre o surdo, seus professores e outros alunos, como por exemplo cartazes compondo o alfabeto em forma de sinais.
Dessa maneira, o deficiente auditivo encontra várias dificuldades em possuir alguma formação acadêmica. Assim, seu direito à educação - teoricamente garantido pela Constituição Federal Brasileira - é brutalmente desrespeitado. Sob esse aspecto, é necessário incorporar o Princípio Igualitário de Aristóteles, no qual ele aborda a importância de tratar todos como iguais, à medida da sua desigualdade, buscando alternativas para incluir os deficientes auditivos na educação e enfrentar os desafios para sua formação acadêmica.
Torna-se evidente, portanto, que os surdos encontram barreiras educacionais que precisam ser enfrentadas. Dessarte, para que isso ocorra, é preciso que o Ministério da Educação aumente sua participação nesse processo, dispondo de uma educação mais acessível a essas pessoas, através de um curso gratuito aos professores de escolas e universidades, para que eles se especializem no ensino das Libras, com o objetivo de melhor instruir os surdos, contando também com materiais para os auxiliarem, como por exemplo o uso de livros, vídeos e cartazes compondo a linguagem dos sinais. Assim, a formação educacional de surdos no Brasil não encontrará mais obstáculos para sua realização e, consequentemente, garantia de sua eficiência.