ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 29/03/2018

Desigualdade. Exclusão. Bullying. Esses são alguns dos desafios enfrentados pelos portadores de necessidades especiais no Brasil. A Constituição Federal de 1988 estabelece que todo cidadão é igual perante à lei e possuem os mesmos direitos e deveres. Porém, é evidente que a teoria não é colocada em prática por completo. Com isso, todo indivíduo que possui algum tipo de deficiência, já enfrenta as mais diversas barreiras no ensino escolar. Assim, a situação das pessoas surdas não é diferente e, embora a educação seja um direito de todos, a grande maioria não a obtém.

Em princípio, é possível verificar que a inclusão social escolar das pessoas com deficiência auditiva é inexistente em determinados locais. Com isso, há um grande contingente de escolas que não aceitam pessoas surdas, pois alegam não possuir infraestrutura e o corpo docente não ser preparado. Então, a linguagem de sinais não é presente no planejamento escolar, o que faz a exclusão social ser presente em suas vidas desde a infância. Como consequência, essas pessoas não estarão aptas ao mercado de trabalho futuro.

Por outro lado, quando são oferecidos os quesitos necessários para a inclusão social desses cidadãos, as instituições de ensino acabam cobrando taxas extras desses alunos, o que gera desigualdade. Apesar de que isso não deveria ocorrer, muitas famílias acabam aceitando as taxações por se verem sem alternativas. Como conseguinte, após matriculados, esses alunos acabam sendo vítimas de bullying, tanto pela necessidade de ajuda extra dos professores, quanto pela grande dificuldade que a sociedade brasileira tem de respeitar diferenças.

Logo, não há como negar que a formação educacional dos surdos é um grande desafio a ser enfrentado na sociedade brasileira. Assim, é dever do governo fiscalizar a lei que garante a inclusão social das pessoas com deficiência, uma vez que podem implementar às escolas a necessidade do ensinamento da linguagem de libras, a fim de garantir maior difusão dessa cultura e a igualdade. Além disso, é também função das escolas não cobrarem taxações extras dos alunos, garantindo amenização da desigualdade. Bem como ela deve preparar os seus funcionários para o ensinamento da multiculturalidade do país, por meio de atividades extracurriculares e palestras. Ainda, deve inserir psicólogos ao ambiente escolar para que eles realizem um acompanhamento próximo aos alunos, a fim de erradicar o bullying e garantir, enfim, a igualdade ratificada na Constituição do país.