ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 31/03/2018
A Língua Brasileira de Sinais é declarada pelo governo como segunda língua oficial do Brasil, o que deveria acarretar uma maior inclusão dos indivíduos surdos na sociedade. Entretanto, essas pessoas são, muitas vezes, no convívio escolar e social, marginalizadas. Isso porque, não raro, há o descaso governamental, comodismo da população, entre outros motivos.
Diversas escolas públicas do país apresentam, por falta de recebimento de verbas, problemas relacionados a infraestrutura e ensino. Essa situação torna- se ainda mais grave em relação a deficientes auditivos, pois, geralmente, essas instituições também não dispõem na sua grade curricular de aulas de libras, bem como não possuem intérpretes nas salas, o que torna o aprendizado do aluno surdo muito mais complexo.
Ainda vale lembrar que, diante da rotina dinâmica de estudo e trabalho da população brasileira, poucos indivíduos buscam aprender a língua de sinais, julgando que essa sabedoria será inútil e desperdício de tempo. Dessa maneira, não raro, os deficientes auditivos recebem pouca aceitação na sociedade, inclusive no âmbito educacional, sentindo-se excluídos. Tal fato pode ocasionar, em casos mais extremos, até mesmo a saída desse aluno da escola, prejudicando sua vida profissional.
Dessa forma, é imprescindível que sejam realizadas medidas concretas com o intuito de resolver os desafios na formação educacional de surdos no Brasil. A fim de que isso ocorra, é necessário que o governo repasse mais verbas de investimento estrutural e de ensino para as escolas públicas, por meio de políticas administrativas e fiscalização, bem como devem ocorrer aulas de libras e palestras sobre esse assunto nas escolas de todo o país, juntamente com o apoio familiar, através de, por exemplo, diálogos instrutivos. Além disso, a mídia, com seu papel influenciador, deve incluir mais amplamente a língua brasileira de sinais na sua programação. Afinal, é de suma importância que o país garanta uma educação inclusiva e qualidade de vida aos deficientes auditivos, como consta na Constituição brasileira.