ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 03/04/2018

Sinais de uma política deficiente

A constituição de 1988 - Lei suprema do Estado - garante o direito à educação a todos os cidadãos brasileiro, inclusive aos deficientes auditivos. Contudo os poucos profissionais de ensino qualificados na linguagem de sinais e a baixa representatividade política dos surdos representam desafios que inviabilizam o pleno exercício do direito à educação.

Em primeira análise, é importante salientar que o baixo número de educadores qualificados em linguagem de sinais não supre a demanda de deficientes auditivos. Esse fato é melhor compreendido quando percebemos que segundo dado oficiais até o ano de 2002 as instituições formadoras de professores não possuíam a obrigação de ensinarem a Lingua Brasileira de Sinais ( LIBRAS).

Além disso, a baixa representatividade política dos surdos  mostra-se um grande desafio para a formação educacional do mesmo. De acordo com Aristóteles a política decide o que deve ser feito no âmbito social, logo, um determinado grupo sem representatividade política, tende a ter os seus direitos negligenciados.

Para que essa problemática seja minimizada, portanto, o Ministério da Educação deve garantir que todas as instituições de ensino do Brasil possuam no mínimo um profissional qualificado em libras, para que tal ocorra, além de ato legislativo, deve oferecer cursos de capacitação em linguagem dos sinais. Além disso o Poder Legislativo deve garantir maior representatividade dos deficientes auditivos no sedado e na câmara dos deputados, mediante cota, visando garantir os direitos dos surdos.