ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 12/04/2018
Um dos personagens mais antigos da Turma da Mônica é o Humberto, um menino, que mesmo sendo surdo-mudo, vive uma vida normal e saudável como qualquer outra criança. Fora dos quadrinhos, a questão dos deficientes é um tema em pauta no Brasil, pois, apesar de ser assegurada pela constituição, a educação de surdos não se encontra plenamente desenvolvida e acessível, sendo necessário intervenções para resolver a questão. Até meados do século XIX o uso de sinais era proibido no Brasil e a única forma admitida de educação para surdos era a oralização, o que evidencia o preconceito que essas pessoas sofriam; além do atraso proporcionado pelo método, pois os poucos resultados positivos alcançados não se equiparavam aos resultados dos alunos ouvintes. Em 2002, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) foi reconhecida como uma língua plena e como segunda oficial do Brasil, isso foi uma grande realização. Entretanto, restam problemas a serem resolvidos no que tange à educação da comunidade surda, por exemplo, a implantação desta língua na grade curricular das escolas brasileiras. Atualmente os surdos possuem direito à educação tal qual os ouvintes, mas quando conseguem acesso na prática se deparam com escolas despreparadas para recebê-los. Ademais, poucas pessoas sabem se comunicar em LIBRAS, o que acaba marginalizando a comunidade surda, que acaba interagindo apenas entre si e não com os ouvintes, que não sabem onde procurar informações a respeito. Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Em parceria com o MEC, o IBGE deverá mapear os locais com maior número de surdos em cada estado do Brasil e selecionar escolas próximas que receberão tais alunos. Além disso, também deverá contratar profissionais capacitados, assim como intérpretes e estagiários, visto que os cursos de licenciatura nas Universidades Federais incluem obrigatoriamente atuação em escolas e cursos de Libras. Dessa forma, a população surda terá maior acesso aos estudos, a comunidade ouvinte poderá se comunicar em libras, diminuindo a marginalização e aumentando o índice de surdos formados.