ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/04/2018

Independentemente de se qualificar como potência econômica global e ter um IDH de 0,74, considerado alto, a nação brasileira ainda padece por dilemas socioculturais por exemplo: a formação educacional de deficientes auditivos. Tal quadro, tem-se agravado pela descriminação e negligência das autoridades estatais. Nesse sentido, urge a intervenção conjunta da sociedade e do Estado a fim de reverter definitivamente essa questão e erguer uma pátria harmônica e fraterna.

À primeira vista, é importante compreender o agravante que corrobora para esse desafio. Ao longo da história do Brasil, tribos indígenas eliminaram sumariamente crianças deficientes ou excluíam aqueles a qual vinhessem adquirir qualquer limitação. Por conta desses acontecimentos no brasil-colônia, tem-se criado uma cultura em que preconceitos contra os surdos são considerados normais – contrariando o princípio de fraternidade proposto na Constituição Federal de 1988.

Em decorrência desses efeitos, fica nítido a protagonização de outro fator acerca do assunto: o desdém do Estado. Segundo o político inglês Clemente Attlee, “a democracia não é a lei da maioria, é a lei da maioria que respeita o direito das minorias”. De forma análoga, fica nítido que a irrelevância dos direitos dos deficientes auditivos institui que o Brasil não é uma verdadeira democracia já que os índices de matrículas de surdos no ensino fundamental caíram cerca de 5% tanto em escolas públicas quanto escolas particulares – pesquisa realizada pelo Inep – de 2011 a 2016.

Torna-se evidente, portanto, a tomada de providências com o intuito de fornecer uma educação a todos. Para isso, as escolas e famílias, bases do conhecimento humano, devem ensinar às futuras gerações acerca da valorização do diferente, por meio de palestras, debates, reuniões e até mesmo brincadeiras didáticas, para que haja uma harmonia entre os indivíduos. Sendo assim, o Estado dever-se-á mobilizar em prol de maiores investimentos na educação pública, por intermédio de uma gestão mais rígida, com o propósito de assegurar os direitos dos surdos. Afinal, como diz o político ativista Nelson Mandela, em seus escritos, a educação é a maior arma para combater o mal do mundo.