ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/08/2025

No livro “o cidadão de papel” do escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, retrata que por mais que o país tenha um conjunto de leis bastante consistente, elas se atem, de forma geral, ao plano teórico. Essa conjuntura pode ser facilmente aplicada ao Brasil atual devido que por mais que assegurar a educação de qualidade á pessoa com deficiência seja um direito constitucionalmente garantido, a inclusão de pessoas surdas ainda não se encontra devidamente efetivada. Isto acontece pela falta de comprometimento com leis já estabelecidas e pelo antagonismo social.

De inicio, deve-se assegurar o estado como negligente, devido que aprovam normas de extrema importância mas não ás impulsionam adequadamente no sistema educacional brasileiro. Afinal, a grande maioria de escolas da rede pública nem sequer tem acesso ao ensino de libras, e de acordo com o site G1, mais de 50% de pessoas com problema auditivo não frequentam á escola, o que é um descaso para um país que preza tanto por autonomia. A filósofa francesa Simone de Beavuir diz que “o maior dos escândalos, é quando nos habituamos a eles”. As autoridades, no entanto, vão de encontro com a narrativa de Beavuir, já que não criam redes que possam ser inclusivas para toda a classe social e façam com que a participação de estudantes surdos - principalmente em escolas publicas - se amplie.

Ademais, a sociedade brasileira é extremamente problemática em relação a discriminação com pessoas defecientes, não os acham “útil” e acabam levando para o lado violento, na grande maioria das vezes. O que é o contrário do que a lei assegura, que a lingua de sinais é dada como a segunda mais importante do país. É dever do estado fazê-la ser respeitada.

Portanto, conclui-se que o Estado certifique que as normas sejam reestabelecidas, e que a inclusão de pessoas com deficiência auditiva sejam respeitadas e inclusas devidamente na sociedade, e que supervisionem o ensino da lingua brasileira de sinais e façam com que seja obrigatória o uso dela em todo o meio social. Assim, tornando negativa a afirmação de Gilberto Dimenstein em sua obra " o cidadão de papel".