ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 08/06/2020

Na Idade Média o conhecimento era controlado pela Igreja Católica, já que apenas ela detinha o conhecimento acerca do Latim. Por isso, nesse período, o Catolicismo exercia um enorme poder manipulador diante da sociedade. Atualmente, somos manipulados por algorítimos computacionais criados por um pequeno nicho de pessoas que realmente o conhecem. Com isso, são gerados diversos problemas como: o controle de notícias e a exploração comercial baseada nos dados dos usuários.

Em primeiro lugar, é notado o controle da informação, principalmente, em países ditatoriais, como China e alguns do Oriente Médio. Por exemplo, pode ser citada a impossibilidade de realizar simples pesquisas sobre revoltas liberais. Ainda, notícias são censuradas pelos algorítimos de acordo com palavras-chave, o que ocasiona no impedimento do exercício dos Direitos Fundamentais como acesso à informação.

Em segundo lugar, é possível citar a exploração comercial causada por esses dados. Como apontado em pesquisa feita por uma universidade americana, os preços variam conforme os dados coletados. Ou seja, se um usuário visita com frequência sites de livrarias, não receberá os descontos de uma pessoa que não o faz. Pelo contrário, receberá preços mais elevados, visto que já há o costume desse consumo, enquanto receberá descontos de produtos cujos dados apontam pouco ou nenhum interesse. Visto isso, percebe-se o sério atentado aos direitos do consumidor.

Mediante o exposto, no Brasil, é nítida a necessidade de criação de leis, por parte do Congresso Nacional, que visem impedir a utilização de dados para essas finalidades. Além disso, o Ministério Público e os Procons estaduais devem exercer seu poder investigativo, a fim de denunciar, processar e multar as empresas que cometerem excessos. Enquanto no mundo, a ONU deve se envolver -respeitando a soberania de cada país- através de acordos acerca da proteção de dados e liberdade de imprensa. Só assim garantiremos o Direito Fundamental à informação e o direito dos consumidores.