ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 14/11/2018

O homem nasce bom, a sociedade o corrompe. Tal afirmação proposta por Jean-Jacques Rousseau, filósofo contratualista, nos permite refletir sobre como a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet deve ser enfrentada de forma mais organizada pela sociedade brasileira nos dias atuais. Logo, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução para essa problemática.

Inicialmente, podemos destacar o interesse em difundir os ideais defendidos pelos controladores de dados como uma das principais causas dessa prática. Segundo o portal de notícias G1, mais de 70% dos eleitores brasileiros sofreram alguma influência das redes sociais na eleição de 2018, sendo um dos principais fatores a disseminação de fake news e o controle de informações dos candidatos defendidos pela mídia digital. É, portanto, inaceitável que em uma sociedade democrática seja permitida a repressão de dados importantes à convivência social.

Além disso, uma das consequências desse processo é a restrição à pluralidade de ideias, formando uma sociedade alienada a um algoritmo de computador. Essa alienação já esteve presente na sociedade brasileira durante o período do Estado Novo, no governo de Vargas, que apesar de não serem algoritmos de rede eram controladores de notícias, cujo objetivo era suprimir notícias contra o Regime e enaltecer a figura do governante. Dessa forma, é incabível a aceitação de controladores de dados, os quais estivemos submetidos a quase 80 anos atrás.

Logo, para o fim dessa problemática o governo deve aplicar algumas medidas. Portanto, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve elaborar projetos que identifiquem essa prática de repressão de dados, por meio da criação de softwares juntamente a canais de contato para que a população notifiquem-os quando acometida por essa ação. Somente assim, será garantida a dignidade e a liberdade asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.