ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 18/11/2018

No Princípio da Responsabilidade, juntamente com a filosofia contemporânea no século XX, Hans Jonas afirma que uma sociedade só progride ao realizar atitudes éticas e praticá-las pensando em futuras gerações. Referente a isso, pode-se refletir sobre como a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet ainda é uma adversidade a ser enfrentada. Nesse sentido, é pertinente analisarmos as consequências desse revés em nossos dias.

Segundo dados do G1 de 2016, foi constatado que somente 20% dos jovens não são influenciados pelas redes sociais, no intuito de adquirirem informação ou conhecimento. Diante do exposto, fica claro que a maioria dos adolescentes são vítimas dos algoritmos espalhados pelos meios tecnológicos. Dessa forma, consequentemente, estão a todo momento inseridos na fantasia de liberdade de escolha e de expressão, mas estão, infelizmente, sendo manipulados por simples máquinas. É inadmissível que mesmo após sete constituições no Brasil, ainda tenhamos que nos deparar com um problema que é incompatível com o regime democrático.

Outrossim, toda a era digital iniciou-se no século XX, especialmente na França; foi a chamada Terceira Revolução Industrial. Sendo assim, podemos dizer, de maneira análoga, como a chegada da época informacional nos trouxe benefícios indescritíveis para a nossa realidade. No Brasil, entretanto, há cada vez mais, cidadãos extremamente novos que se submetem à iniciação de uma vida frustrante e viciosa na internet. Nesse sentido, poderão se tornar indivíduos controlados pela mídia e, em seguida, serem massa de manobra fácil de um governo. É inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao brasileiro, ele não possa contar com o Estado para a ampliação de sua liberdade digital.

Para que a ética Jonasiana seja aplicada, portanto, mudanças serão necessárias. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Mec (Ministério da Educação), devem investir em palestras, debates e campanhas, em escolas e universidades, por meio da arrecadação dos nossos impostos, com a participação de educandos e profissionais especializados na área da psicologia. Espera-se com isso, ensinar e alertar crianças e adolescentes, para que sejam mais atentos e cuidadosos com os conteúdos que desejarem consumir.