ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 19/11/2018

Escolha Certa

Em sua primeira lei, Sir Isaac Newton afirma que, “Um corpo em movimento tende permanecer em movimento, até que uma força mude isso”. Assim como na lei da Inércia, a estagnação do Poder Público e do sistema educacional brasileiro corroboram com a continuidade da manipulação do comportamento do usuário e de suas escolhas na internet.

Sob esse viés, é indubitável que a educação esteja entre as causas da manutenção do problema. Segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não consegue transformar a sociedade,tampouco sem ela a sociedade muda”.De maneira análoga, a falta de conscientização de alunos, e até mesmo a sociedade em geral, sobre o uso consciente da internet e a cautela ao inserir dados pessoais na rede mundial de computadores, dificultam expressivamente a efetiva resolução do problema que vem causando grande “estrago” nas escolhas dos usuários.

Outrossim, além dos problemas educacionais, direitos constitucionais são colocados em questão, como o direito a proteção de dados por exemplo, com o uso “desordenado” de informações pessoais na internet. Nesse sentido, é evidente que medidas devem ser tomadas, uma vez que cerca de 64,7% da população com mais de 10 anos já utilizou a internet e, possivelmente, inseriram seus dados e tiveram seu comportamento manipulado por “gigantes da internet” e seu serviço de algorítimos. Sendo assim, é notório que existam grandes desafios para efetiva resolução do problema.

Dessa maneira, o Ministério da Educação, em parceria com empresas da mídia, devem promover um amplo programa de conscientização, por meio de palestras em escolas para alunos e comerciais de televisão para o restante da sociedade,afim de garantir um uso consciente da internet e o cuidado com informações pessoais. Além disso, o poder judiciário deve conter a exposição de informações pessoais e o vazamento acentuado de dados para programas de algorítimos, para assim preservar a hegemonia constitucional e garantir a isonomia de escolhas na internet.