ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 13/12/2018
Sob o viés sociológico de Sérgio Buarque de Holanda – eloquente pensador brasileiro – parte da sociedade mundial, convive com o controle das informações, em detrimento dos interesses privados, para moldar alguns aspectos sociais e, até mesmo, manipular princípios. Nesse contexto, essa assertiva traduz a realidade com relação à filtração de informações, como o mercado consumidor atual, na tentativa de impor determinados gostos, o qual gera uma problemática. Outrossim, a ausência de visibilidade temática causa um avanço, lamentável, das distorções na internet.
A princípio, vale salientar que a manipulação comportamental dos indivíduos nas redes advém, desde a Revolução Técnico-Científica, no séc. XX, cujo aspecto reforça a orientação padronizada no mundo global. Hodiernamente, é notório que os tempos se passaram, mas a prática da restrição de dados – instrumento nada natural – ainda persiste, principalmente, nas escolhas tendenciosas dos produtos comercializados, os quais muitas empresas filtram os desejos dos usuários e favorecem os interesses privativos como explicita Sérgio Buarque. Com efeito, a tendência brasileira e mundial, com as informações da internet, passam a enquadrar métodos de pensamentos enraizados e, consequentemente, há a perda de vínculos humanos por conta das métricas atribuídas à internet, sobretudo, nos veículos de comunicações.
Ademais, indubitavelmente, a filtração dos dados fortalece a perspectiva de banalidade da diversidade de pensamentos e, com isso, a temática perde difusão no contexto mundial. Sendo assim, embora o poder da voz seja persistentemente atribuído para a sociedade, a fala tornou-se ilusória, devido às ações irrestritas e controladoras aos diversificados aforismos sociais. Nesse caso, a obra “Por que a voz importa?”, de Nick Couldry, reafirma que as condições liberais da internet corroboram para uma melhoria comunitária, em que é preciso “ouvir” os usuários e não estabelecer métricas de pensamentos para restringir os comportamentos contemporâneos.
Portanto, entende-se a necessidade de debater, ainda mais, sobre o caos estabelecido pelas restrições comportamentais nas redes. Logo, é dever primordial da mídia, por meio de propagandas injuntivas, sem parcialidade nos conteúdos, difundir e orientar sobre o controle dos dados virtuais, com intuito de “descolonizar” a mentalidade equivocada da sociedade de que tudo o qual a internet dissemine seja seguido, uma vez que a participação mútua das ações midiáticas e a sociedade quebrarão os interesses privados dos manipuladores e a polifonia das vozes, segundo Couldry, dará visão ao tema e erradicará a padronização dos usuários.