ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 07/05/2019

Durante o governo Vargas, foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável por promover propagandas que enaltecessem os feitos do presidente, desenvolvendo na mente das pessoas uma imagem positiva a respeito do ex-presidente. Passado, portanto, esse período de censura, imaginou-se que não mais haveria a manipulação de pensamentos da população, conquanto, ao analizarmos os artifícios desenvolvidos pela internet em direcionar publicidades baseando-se em sugestões feitas a partir do histórico de pesquisas de cada um ou pelos “trending topics” (tópicos de relevância), sugere a necessidade da avaliação do que se considera liberdade de pensamento e a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

Indubitavelmente o avanço da tecnologia, tal como sua popularização, facilita a manipulação de dados na internet, pois toda hora, com a ultilização de núcleos de busca, conhecidos como algoritimos de internet, são filtrados vídeos, selecionado músicas, decidido se mostram os preços de alguns produtos e escondem postagens que não se parecem com o gosto do usuário em questão. Porém, o uso intensivo dos algoritimos prejudica a sociedade pois o acesso pleno a todos os conteúdos da internet ajuda a ampliar o ponto de vista e a curadoria oferecida pela internet cria o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Outro ponto relevante nessa temática e o direcionamento ao consumismo exacerbado que a tecnologia proporciona ao usuário. A internet, por ser extremamente interativa, e poder proporcionar uma relação mais próxima com o consumidor, se tornou um atrativo para as empresas, que, em sua maioria, optam pelo comércio online, possibilitando o bombardeamento de publicidade nas redes sociais e como consequência, rapidamente aparecem nos “trending topics”, ou tópicos de relevância, que são alvo de milhares de pessoas. Logo a manipulação de preferência de produtos não está na mão da população, mas numa realidade influenciada pela obediência motivacionada pelo lado comercial.

Portanto, cabe ao ministério da cultura fazer parcerias com as diversas redes sociais, com o intuito de diminuir a quantidade de algorítimos ultilizados por elas, atravez de acordos, tal como a criação de barreiras digitais à extensa publicidade de empresas online, atravez de programas que limitam a extensão de cada publicidade, e a proibição de tais publicidades em aparecer como “trending topics”. Assim o consumismo exagerado causado pela manipulação do comportamento do usuário atraves de atributos oferecidos pela internet finalmente poderá ser controlado.