ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 03/06/2019

Durante o governo Vargas, foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável por promover propagandas que enaltecessem os feitos do presidente, desenvolvendo na mente das pessoas uma imagem positiva a respeito do mesmo. Passado, portanto, esse período de censura, imaginou-se que não mais haveria a manipulação de pensamentos da população, conquanto, ao se analisar os artifícios desenvolvidos na internet para direcionar publicidade baseando-se em sugestões feitas a partir do histórico de pesquisas de cada um ou por intermédio dos “trending topics” (tópicos de relevância), sugere a necessidade da avaliação do que se considera liberdade de pensamento e da manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

Indubitavelmente, o avanço da tecnologia, tal como sua popularização, facilita a manipulação de dados através da internet, pois a toda hora, com a ultilização de núcleos de busca, conhecidos, como algoritmos de internet, são filtrados vídeos, selecionadas músicas, decidido se mostram os preços de alguns produtos e são escondidas postagens que não se parecem com o gosto do usuário em questão. Porém, o uso intensivo dos algoritmos prejudica a sociedade, pois o acesso pleno a todos os conteúdos da internet ajuda a ampliar o ponto de vista, e redução de parte desses, diminui o olhar crítico, comunitário e prestativo aos temas de natureza social.

Outro ponto relevante nessa temática é o direcionamento ao consumismo exacerbado que a tecnologia proporciona ao usuário. A internet, por ser extremamente interativa, e poder proporcionar uma relação mais próxima com o consumidor, se tornou um atrativo para as empresas, que investem em publicidades nas redes sociais e, como consequência, rapidamente aparecem nos “trending topics”, ou tópicos de relevância, que são alvo de milhares de pessoas. Como consequência, as pessoas aderem os serviços oferecidos por essas empresas por serem mundialmente conhecidas, e assim o modo de vida das pessoas está influenciada pela quantidade de seguidores que uma marca tem, e não pelas escolhas pessoais.

Portanto, cabe ao Ministério da Cultura fazer parcerias com as diversas redes sociais, com o intuito de diminuir a quantidade de algorítimos ultilizados por elas, através de acordos, tal como a criação de barreiras digitais à extensa publicidade de empresas online, por meio de programas que limitam a extensão de cada publicidade, proibindo tais publicidades em aparecer como “trending topics”. Pois assim haverá uma significativa diminuição no excesso de consumismo, observado a partir da introdução dessas empresas nos meios sociais, tal como haverá pessoas mais preparadas para escolher o seu modelo de vida sem ser influenciada pelo lado comercial.