ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 03/09/2019

Em meados do século XX, durante a Primeira Guerra Mundial foi inventado o primeiro computador digital eletrônico. Desde então, essa tecnologia vem sendo qualificada e adaptada aos seus usuários. Nesse sentido, o que antes era usado apenas para ligações e mensagens, hoje, é fonte de informações e entretenimento. No entanto, a tecnologia citada acima, juntamente com a internet, torna-se um problema para o desenvolvimento de pensamentos de ações do ser humano.

Hodiernamente, não é raro encontrar crianças e jovens com seus aparelhos eletrônicos em busca de novas informações e lazer na internet. Contudo, torna-se algo preocupante sabendo que essa parcela da população é formadora de opiniões e serão os adultos do futuro. Da mesma forma, apesar do acesso à tecnologia proporcionar diversos benefícios de comunicação, pode também encaminhar o internauta a mudanças de comportamento. Não obstante, dados apresentados pelo IBGE, afirmam que 64,7% de crianças acessaram a internet em 2016, tratando-se de jovens acima de 18 anos o percentual cresce para 85%, confirmando a preocupação com a influência que esse meio apresenta.

Entretanto alguns aspectos dificultam a resolução do problema. Segundo pensador William James, é possível mudar o ser humano alterando sua atitude mental. Outrossim, o internauta é manipulado a acessar conteúdos específicos exibidos em sites ou aplicativos, além de marcas e produtos utilizados por influenciadores. Desse modo, quem acessa a internet altera algumas atitudes sem perceber, visto que pessoas, máquinas e patrocinadores controlam o que é apresentado no ambiente cibernético.

Urge, portanto, medidas que solucionem o impasse. Cabe ao Ministério das Comunicações, em parceria com jovens especializados em informática desenvolver um programador que regule os conteúdos a serem exibidos, para os usuários de forma ética. Nesse sentido, não favorecendo empresas, patrocinadores ou exibindo notícias tendenciosas, com o fito de regulamentar o livre arbítrio em relação aos conteúdos online.