ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 08/10/2019

Com certeza, um dos assuntos mais comentados e discutidos esse neste ano foram as notícias falsas e suas possíveis implicações nas eleições presidenciais. Divulgadas em plataformas que possibilitam a interação dos indivíduos, como o Facebook e o Twitter, tais notícias (que não são notícias) têm grande influência sobre pessoas que não conhecem seus verdadeiros propósitos.

Infelizmente, as redes sociais, o meio que pensamos ser o mais democrático para se informar, discutir e verificar os fatos e as notícias, são palco para indivíduos não preocupados com a verdade e a busca de melhorias para todos, e sim com o próprio umbigo e a garantia de seus poderes. Em se tratando de política, são pessoas e movimentos muitas vezes extremamente radicais que não toleram diferenças ou mesmo o diálogo, e criam perfis falsos para divulgar informações nem sempre verdadeiras a seu favor e atacar adversários, disseminando, assim, o ódio.

Esse é um cenário preocupante, visto vista a proximidade das eleições presidenciais e o impacto que esses perfis geram na escolha do candidato. Para se ter ideia da gravidade da situação, em 2016 Donald Trump foi teria sido eleito nos EUA com a ajuda da boca invisível, os boatos virtuais. Além disso, um dos movimentos que tiveram grande protagonismo no impeachment da presidenta Dilma Rousseff teve 87 perfis retirados do ar recentemente pelo próprio Facebook por “violar severamente as políticas de autenticidade da rede social”, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Nós, cidadãos, devemos ficar bastante atentos às informações que nos é passada são passadas, principalmente via redes sociais, inclusive o Whatsapp. É necessário verificar sempre as fontes das notícias ou apurá-las em jornais reconhecidos para saber se não estamos caindo em alguma armadilha. Além disso, para contornar o problema, jornais e profissionais da comunicação estão cada vez mais criando plataformas de checagem de informações; a Agência Lupa da revista Piauí e a Truco da Agência Pública são dois bons exemplos desse novo serviço da área.