ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 28/10/2019
Em Setembro de 2018, Marck Zuckeberg, criador do Facebook, foi processado pelo governo dos Estados Unidos por conta da responsabilidade no vazamento dos dados de 57% dos usuários dessa rede social. Nesse viés, fica evidente a insegurança na manipulação das informações por parte das empresas, que necessitam delas para direcionar as duas ideias de acordo com os gostos detectados. Desse modo, convém analisar os pontos positivos, negativos e solução para a problemática.
É relevante abordar, primeiramente, que o acesso à informação pela sociedade tem inúmeros benefícios. Prova disso são os dados do portal de notícias G1 referentes ao acesso dos jovens à internet que superou 76,4% no Brasil, propiciando o aumento dos meios informativos. Em contrapartida, infelizmente, as empresas que gerenciam os bancos de dados cometem falhas e permitem que seja colocada em xeque a segurança no meio virtual.
Vale ressaltar, que a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura ao cidadão o direito de uso da internet. Nesse bojo, a manipulação do comportamento dos internautas, através das redes que selecionam as notícias, por exemplo, traz consequências nocivas à sociedade, não só o aumento do consumo desenfreado, como também a alienação dos internautas. É inaceitável, portanto, que um país signatário da DUDH negligencie a ação das empresas que deveriam facilitar as pesquisas, compras e comunicação visando a escolha do indivíduo, ao invés da ascensão no mercado.
Fica claro, dessa forma, a afronta aos direitos intocáveis dos cidadãos. Logo, o Poder Executivo aliado à Polícia Federal devem fiscalizar o ambiente virtual por meio de programas que identifiquem o abuso das empresas em relação ao uso de dados para manipular o comportamento dos seus usuários e, consequentemente, punir através de multas os responsáveis pelo crime. Espera-se, com isso, o respeito no meio cibernético para que assim se atinja o bem-estar virtualmente.