ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 01/06/2020
Na série “The 100” a vida de Clark, a protagonista, é vigiada por um bracelete eletrônico, de modo que os controladores desse acessório detém total acesso às ações da garota. Assim como na ficção, o comportamento dos usuários da internet está sendo diariamente manipulado através de um grande controle de dados da rede, gerando problemas como a pseuda liberdade de escolha e a falta de privacidade de quem a utiliza.
É inquestionável que a Revolução Técnico-Científica trouxe grandes avanços à computação e se tornou a base para a criação da internet. Apesar de todos os benefícios que a rede proporcionou à humanidade, o controle contínuo das escolhas dos usuários de tornou um problema. A título de exemplificação, é feito o selecionamento de dados com base no histórico de pesquisa do usuário e, com isso, oferece uma série de opções de interações à ele, consequentemente, ele não tem plena liberdade de escolha do conteúdo visto.
Ademais, aplicativos que utilizam o localizador GPS do smartphone (como o Waze e o Snapchat) ferem o Artigo 5º da Constituição, que assegura a privacidade, ao informar, em tempo real, a localização do usuário à internet. Entretanto, antes do internauta baixar o aplicativo, ele tem que concordar com os termos de uso disponibilizado pela empresa que o criou, que inclui a localização e informações pessoais. Muitas vezes, os usuários não lêem esses termos e, assim, não sabem que sua privacidade está comprometida.
Destarte, medidas são necessárias para resolver o problema. É dever do Poder Legislativo a criação de leis que regulamentem o fornecimento de dados pelo usuário, através de uma série de protocolos de segurança e multas às empresas que desobedecerem essa lei, com o objetivo de minimizar a influência constante de obstáculos que impedem a liberdade individual. Além disso, é necessário a parceria do Ministério da Educação com empresas privadas para realizar palestras nas escolas públicas sobre o tempo gasto na internet e disponibilizar informativos nos sites do governo sobre o monitoramento, pela rede, dos usuários.