ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 11/06/2020

Nos anos 70’, com o advento da Terceira Revolução Industrial, alterou-se o modo e a velocidade com que a informação transita. Desde então, a técnica de comercialização de grandes empresas consiste em utilizar dados pessoais de usuários de mídias sociais a fim de promover o consumo por meio da criação de uma imagem de sucesso que se baseia na retenção de bens materiais. Desse modo, tal situação inúmeras vezes compromete a saúde mental dos indivíduos, logo merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a presença de algoritmos que controlam as informações que devem ser visualizadas, fazendo assim com que nem todo conteúdo pertinente alcance o usuário. Esse cenário causa a ilusão da liberdade de escolha, ou seja, mesmo que de forma minuciosa, as redes sociais influenciam na forma de pensar e agir das pessoas. Dessa forma, tal fato compromete a ideia de humano para Sartre, pois para ele o Homem só é Homem pela sua total liberdade de escolha.

Ademais, deve-se notar que as empresas utilizam os algoritmos para manipular seus consumidores à compra de mercadorias. Para isso, constroem uma imagem de felicidade e sucesso em que é fundamental usufruir de seus produtos. Porém, tal situação causa mau estar na parcela da população que não tem condições de consumir esses bens. Tal aspecto é ainda mais grave, de acordo com o IBGE, entre os jovens, porque 85% destes entre 18 a 24 anos acessam às mídias digitais.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Primeiramente, o Estado, por meio do legislativo, precisa criar leis que minimizem o acesso de empresas privadas à dados pessoais. Concomitantemente, o executivo deve agir criando mecanismos que prestem auxílio à pessoas que se sintam infelizes e desconectadas na atual conjuntura brasileira baseado na intenção de promover a ideia de felicidade individual do filosofo contemporâneo Cortella, que diz que a felicidade genuína não se baseia na posse de bens materiais.