ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 22/08/2020

No livro “1984” é retratada uma sociedade marcada pelo autoritarismo e manipulação da sociedade, causada pelo controle dos meios de comunicação. Analogamente, os usuários do meio digital são constantemente influenciados pelos algoritmos, perdendo a sua empírica liberdade de escolha e exercendo uma pseudoliberdade limitada a clicar. Diante desse cenário, deve-se analisar a manipulação do usuário pelo controle de dados na internet, nos meios virtuais e sociais.

Primeiramente, as redes sociais fazem com que os usuários percam o seu pensamento crítico, acreditando em tudo que é sugerido, acarretando em um dogmatismo exacerbado, semelhando ao da idade média. Prova disso, em 2016 a rede social “Facebook” afirmou que todos os dias circulavam aproximadamente um milhão de “fake news” (notícias falsas). Dessa forma, as pessoas perderam a essência da dúvida e deixaram de se questionar, fazendo com que possam ser manipuladas e auxiliem nesse processo, mesmo que, sendo influenciadas a compartilhar involuntariamente(hábito).

Outrossim, pessoas que não se dão ao direito da dúvida se tornam ferramentas do Estado para disseminação de seus ideais e planos. De acordo com o livro “Homo Deus”, os seres humanos são algoritmos biológicos programáveis, logo, se forem expostos diariamente com informações manipuladas passarão a pensar que, o que veem e clicam é a mais pura verdade. Assim, as pessoas deixam de ser seres pensantes e tornam-se repetidoras de informações, contribuído com um mundo desigual e falsamente interligado, uma vez que dados são manipulados.

Portanto, para que os usuários não sejam manipulados pelos falsos dados, urge que o Ministério da Educação, faça campanhas de conscientização, em escolas e praças públicas, com palestras de profissionais da área de informática e filosofia, que expliquem e conduzam as pessoas a buscarem o questionamento, antes de serem controladas e manipuladas. Assim, espera-se que o mundo não se torne a distopia de George Orwell (“1984”) e todos passem a ser felizes “Watsons”.