ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 06/10/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, prevê a todo cidadão o direito à liberdade e segurança pessoal. Em oposição a isso, o controle de dados torna o usuário cada vez mais vulnerável e refém, um problema agravado na contemporaneidade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais principais causas, consequências e provável solução da problemática.
Em primeira análise, é importante ressaltar que os fatores que possibilitaram a regulação de dados se devem aos algoritmos que selecionam previamente o conteúdo com base em suas procuras, fazendo com que o usuário perca o controle sobre o que de fato consome e tenha a falsa ilusão da liberdade de escolha. Desse modo, como dito por Theodor Adorno, Filósofo alemão, os cidadãos tem a liberdade para escolher sempre a mesma coisa; algo grave, tendo em vista que fere a liberdade de escolha do indivíduo.
Por conseguinte, os usuários acabam sofrendo uma alienação virtual, considerando o fato de sempre estar restrito as mesmas opiniões e escolhas. Segundo Hegel, Filósofo alemão, o embate de ideias é preciso para que o homem progrida já que consciência não pode estagnar no tempo. Todavia, a falta de autonomia e de experiências diversas faz com que o usuário se encontre em uma prisão social difícil de sair, tornando-se refém das escolhas pré-programadas.
Portanto, para que, as prescrições dos direitos humanos não sejam apenas teorias, mas se tornem medidas práticas, é necessário uma ação mais organizada do Estado. Assim, o Poder Legislativo deve criar uma Lei específica, por meio dos Deputados e Senadores com a proposta de proteção dos dados pessoais garantindo, assim, que o processo seja mais transparente e que garanta a segurança do usuário. Espera-se, com isso, um maior controle sobre o que se está sendo consumido e como os dados estão sendo utilizados.