ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 08/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os direitos à liberdade e segurança pessoal. Contudo, a manipulação de dados na internet impossibilita que parte da sociedade usufrua desse direito na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto da dependência dos usuários na manipulação de algoritmos, quanto da alienação no modo de pensar. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, o documentário “Dilema das Redes Sociais” disponível na Netflix, retrata a construção dos algoritmos e como as injeções de dopamina, um dos hormônios responsáveis pela sensação de gratificação e felicidade, estão presentes nas redes e fazem com que as pessoas não consigam se desvencilhar do vício nelas. Nesse sentido, com o intuito de prender a atenção dos indivíduos, as empresas criam ferramentas cada vez mais inteligentes.
Em segundo plano, como dizia Andrew (Andy) Lewis, “Se você não paga pelo produto, o produto é você.” Diante de tal contexto, o usuário brasileiro passa em média 279 horas por mês na internet, boa parte desse tempo em sites de relacionamento, como Facebook e Instagram, segundo De Luca (2018) no relatório global da We are Social publicado. Com isso, a quantidade de redes sociais é tão grande que os internautas gastam horas por dia para gerenciá-las.
É necessário, portanto, que algo seja feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao MEC oferecer a disciplina de educação tecnológica por meio de sua inclusão na Base Comum Curricular, causando um importante impacto na construção da consciência coletiva. O fito de tal ação é uma mudança comportamental, assegurando uma população mais crítica.