ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 08/12/2020
Com a chegada da Era Digital, na década de 80, difundiu-se o meio físico de transmissão das informações, tornando-as virtuais. Fazendo com que assim ficasse mais fácil obter informações sobre tudo e todos. Porém com tanto contato com a internet e uso de seus próprios dados pessoais como CPF, cartões dentre outros, as pessoas acabam por ficarem mais vulneráveis à exposição.
Steve Jobs - fundador da empresa Apple - defendia que todas as pessoas ao redor do mundo deveriam ter acesso e controlar os meios tecnológicos. Porém nem todos que obtém desse benefício o usa para o “bem” ou entretenimento, mas sim para comete crimes cibernéticos, assim como o grupo de hackers conhecido mundialmente como Anonymous, que ressurgiu no ano de 2020 após protestos nos EUA, prometendo expor dados do ex presidente Donald Trump e até mesmo do FBI.
A cada segundo, 14 pessoas são vítimas de algum crime na internet, o que dá um milhão de vítimas por dia, segundo a empresa Symantec, que atua na área de segurança virtual. Esse mesmo estudo mostrou que só no Brasil são mais de 3 mil vítimas por hora. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking de nações onde há mais transgressões na web. Em 2016, 42,4 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais, número 10% superior se comparado com 2015. Além disso, de acordo com levantamento da Norton, provedora global de soluções de segurança, o prejuízo para o país foi de US$ 10,3 bilhões.
Mediante aos fatores supracitados, torna-se urgente remediar os males causados pela internet. Para isso, o Tribunal de Contas da União(TCU) deve liberar verbas que, por intermédio do MEC, serão revertidas em melhorias na infraestrutura tecnológica das escolas, para que, através de professores de informática, aulas sejam ministradas, expondo os riscos da navegação desregulada. Ademais, o Ministério Público Federal deve abrir ações judiciais contra empresas que extrapolem na linguagem apelativa e, também, contra entidades que utilizam informações sigilosas dos usuários.