ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 09/12/2020
É inegável que a internet possuí uma enorme utilidade em nosso cotidiano, facilitando não somente os fluxos de informações, como também as compras on-line. Entretanto, o irresponsável uso dessa ferramenta pôs à prova a percepção de privacidade da população. Desse modo, fornecendo um grande “banquete” de dados para a publicidade, que por sua vez, capta e manipula o comportamento do indivíduo. Nesse sentido, torna-se necessário o debate sobre este fato e suas consequências.
Convém lembrar o mercado de bilhões que ronda as redes sociais, demonstrado no documentário “O dilema das redes” - disponível no Netflix - contexto possível graças a seleção de usuários para cada conteúdo. Com isso, fortalecendo o consumo desenfreado, e influenciando decisões como por exemplo, o voto eleitoral. Circunstância que prejudica a saúde política e cultural de uma nação, e corrompe a democracia.
A persuasão constante vivenciada por internautas constrói hábitos e pensamentos baseadas em utopias, dessa forma edifica condutas incoerentes, e até mesmo anacrônicas. Segundo o filósofo Noam Chomsky “A manipulação da mídia pode causar mais danos que a bomba atômica, e deixar cicatrizes no cérebro”.
È elementar nos atentarmos ao grau de controle que partidos políticos e grandes marcas possuem em mãos ao usufruir de algoritmos, para encaminhar informações incertas, e sensacionalista. Como por exemplo, as Fake News disseminadas durante o período eleitoral de 2018.
Levando-se em conta o que foi analisado, é de suma importância que o Estado e seu sistema de três poderes (executivo, legislativo e judiciário) contribua com leis e fiscalização. De forma que estabeleça limites no fornecimento de informações á empresas e partidos eleitorais, além de impor à comunicação de forma clara aos usuários das redes sociais sobre quais dados estará ao alcance dessa indústria. Dessa maneira, a entrega e a utilização desses elementos será mais responsável, garantindo a liberdade de escolha do indivíduo sem grandes influências.