ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 13/12/2020

Na segunda metade do século XVIII, a Revolução Industrial ressignificou não tão somente o modo de produzir bens de consumo, assim como alterou o forma de intereção idividual. Essa modificação na relação social foi tão significativa, que o mercado pôde enquadrá-los em categorias definidas de consumo. No mundo contemporâneo, por seu lado, a manipulação do comportamento do usuário nos meios de comunicação–em especial, pela internet– tem sido cada vez mais presente, em virtude do modelo neoliberal do mundo globalizado e da ignorância social (quanto à maneira correta do usufruto dos meios de comunicação e a eles relacionados).

Numa primeira análise, cabe ressaltar que a aproximação dos países por meio da tendência neoliberalista da atualidade viabilizou a transferência de tecnologias para outras regiões, além de suas fronteiras como a rede mundial de telecomunicações, ou melhor, a internet. Esta, dentre outras coisas, embora tenha facilitado a aproximação entre amigos, familiares e pessoas afins–outrora distantes–, tem papel crucial na manipulação individual e, sobretudo, no enquadramento dos que a utilizam. Tal comportamento é conduzido por aquilo que o filósofo alemão Arthur Shopenhauer designou de “Vontade”, que nada mais é senão um conjunto de inclinações e tomadas de tecisões que as pessoas seguem involuntariamente. Sabendo disso, o atual modo de produção (Capitalismo Financeiro) tem usado algoritmos que conduzem-nas a consumir e seguir o que já foi previamente estabelecido, o que tende a favorecer o surgimento de um pensamento cimentado que tende a não valorizar o contraditório.

Outro problema que é um entrave quanto à resolução da problemática é no que concerne à falta de conhecimento de uso correto dos usuários ao mundo digital. Por vezes, adquirem um produtudo de alta tecnologia sem, contudo, haver um ensino prévio de como conduzir-se de maneira adequada e correta. Nesse sentido, enquadram-se naquilo que Immanuel Kant sabiamente designou de “Menoridade”, uma vez que, boa parte daquelas que valem-se da internet, não têm a catilogência de não cair e deixar levar-se por “Fake News”, por exemplo, o que expressa tal condição descrita pelo filósofo em análise.

Frente às problemáticas subracitadas e precedentes, é imperioso que tanto o Poder Executivo bem como o Legistalivo, em coalizão, deliberem Leis Ordinárias pelas quais projetos de inclusão digital sejam financiadas e que, nesses projetos, seja fundamental a educação e a condução os alunos diante do mundo virtual, a fim de informá-los das consequências e as implicações do uso não correto. Além disso, que essas Leis subisidiem a propaganda e publicidade de textos (seja em ponto de ônibus, postes ou outdoors) com a função referencial e conativa da linguagem para, então, convencer os interlocutores de uma condução consciente da internet. Assim, o usuário torna-se-á um ser autônomo.