ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 05/07/2021
A obra “O Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, avalia que os direitos dos brasileiros restringem-se à forma da lei, o que constitui cidadanias fictícias. Nesse sentido, ainda que a liberdade de escolha seja um pilar constitucional, a manipulação das ações de usuários pelo controle de suas informações na internet revela-se um problema atual que - seja fruto de um Estado inerte, seja de uma sociedade alheia - traz prejuízos legais à coletividade e, portanto, evidencia a crítica feita por Dimenstein.
Sob esse viés, destaca-se que a ineficácia estatal promove um ambiente propício às companhias de tecnologia “moldarem” seus consumidores no ambiente “online” pelo controle de dados de “navegação”. Nesse aspecto, tal premissa, segundo o…, justifica-se pois há uma instituição estatal pautada no deve-se a motivos . Como resultado, as pessoas têm seus históricos de utilização de internet . Dessa forma, é intolerável que os cidadãos sejam . Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Outrossim, é imperativo pontuar que a manipulação dos atos de usuários da internet, devido ao controle de dados desse público, deriva da inação estatal, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal problema. Isso se torna mais claro, por exemplo, sem efetivas intervenções do Estado, induzem . Ora, se um governo se omite diante uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua recorrência. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal prejudicial à coletividade.
Ademais, uma sociedade alheia também propicia um cenário favorável à influência que ela mesma sofre ao utilizar sites ou aplicativos que guardam informações. Isso ocorre porque os indivíduos não questionam os reais interesses das companhias de tecnologia e, sem exitação, concordam com os famosos - porém, quase nunca lidos - “termos e condições”. Tal ilustração, nesse aspecto, apresenta consequências semelhantes as da teoria da “banalidade do mal”, da filósofa judia Hannah Arendt, em que a acriticidade das pessoas traduz-se em notórias mazelas sociais, assim como, nesse caso, na institucionalização de um grave problema que afeta a sociedade “conectada” do século XXI: a usurpação do direito fundamental de escolha. Desse modo, é imprescindível combater essa mentalidade social propensa à alienação.