ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 23/08/2021

No livro “1984”, do autor inglês George Orwell, Winston, o protagonista, vive em um futuro distópico no qual toda a liberdade de expressão é proibida por um regime ditatorial. Sob essa ótica, observa-se, cada vez mais, a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet. Tal infeliz realidade gera, por conseguinte, não só a diminuição do livre arbítrio do povo, como também a quebra constante da privacidade das pessoas por parte de grandes corporações.

Em primeira instância, é válido frisar a possibilidade de um cenário futurista soturno em que a ilimitada propagação de idéias se tornará distante da realidade. Como exemplo, vale mencionar a série “Althered Carbon”, exibida na empresa de transmissão Netflix, em que a sociedade é manipulada pelas classes elitizadas que possuem o poder de influenciar as massas por meio de aparatos tecnológicos. Nesse sentido, a comunidade brasileira, hodiernamente, apresenta, cada vez mais, uma ligação com os diferentes ramos da tecnologia, o que possibilita o excessivo monitoramento dos usuários e, como consequência, o aumento do acesso aos seus dados pessoais por parte de terceiros.

Em segundo lugar, é oportuno comentar a diminuição constante da vida privada das pessoas devido aos comportamentos indevidos de grandes empresas. Exemplificando, cabe ressaltar o caso da Cambridge Analytica, associação britânica que foi responsável, em 2014, pela venda de informações pessoais de diversos indivíduos para diferentes instituições que visavam influenciar a opinião política daqueles que usam redes sociais. Dessa forma, é lícito afirmar como poderosas corporações podem controlar, até mesmo, as decisões cruciais da população, o que traz à tona como massivas quantidades de dados de diferentes civis podem mudar drasticamente o destino de um país.

Destarte, diante dos fatos supracitados, é necessário que o governo, por meio de uma união com instituições privadas, especialmente aquelas ligadas ao ramo de segurança cibernética, crie um programa que proteja os dados dos cidadãos que utilizam a internet, com o fito de que estes não sejam manipulados por diferentes companhias do setor tecnológico. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio de uma associação com ONGs, Organizações Não Governamentais, de caráter social, elaborar campanhas nas redes sociais que auxiliem os usuários a ter mais cuidado com suas informações, com o intuito de que a tecnologia não possa ser utilizada de forma maliciosa como no caso da Cambridge Analytica e contextos como os de “1984” não saiam da ficção.

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