ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 05/10/2021
A série da Netflix “Control z” introduz a temática das tecnologias e relações interpessoais por meio de redes sociais, abordando, também, a burocratização do pensamento por intermédio da web. Fora da ficção, é notório que a obra apresenta, infelizmente, verossimilhança alta no que tange a uma questão de apregoada relevância nos dias atuais: A manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet. Nesse sentido, é necessário explicitar que o desconhecimento frente a utilização destes meios tecnológicos provoca a doutrinação dos pensamentos populacionais.
Em primeira análise, é urgente salientar que a falta de conhecimento é, sem dúvidas, o maior fator que sustenta a problemática. Segundo a fala de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, o conhecimento é a arma mais poderosa que alguém pode ter para lutar contra as maldades do mundo. Desse modo, entende-se que tal teoria se aplica à atual realidade, visto que é indiscutível que não ter os estudos necessários no que diz respeito à manipulação do comportamento do usuário nas redes é o mesmo que se deixar ser manipulado, fato esse que gera uma maior facilidade em dominar o comportamento dos indivíduos por intermédio da internet. Em suma, fica demostrado que a doutrinação dos pensamentos do modo de agir dos usuários é causada, mormente, pelo desconhecimento frente a utilização de tecnologias, trazendo, logo, prejuízos para a sociedade.
Ademais, nota-se que há uma proporcionalidade entre a falta de conhecimento no tema e a manipulação do comportamento do indivíduo. De acordo com o FedStats, instituto de estatística estado-unidense, mais de 90% das pessoas utilizam a internet no dia a dia, além disso, mais de 70% concordam e não temem a utilização de algoritmos para a personalização de conteúdos. Em outra ótica, vale ressaltar o documentário “O dilema das redes”, haja vista que ele traz intelectuais do ramo para argumentar o quanto a utilização desses algoritmos é prejudicial para o livre-arbítrio dos usuários. Em síntese, é possível concluir que o conhecimento na questão, como é o caso do documentário, molda indivíduos mais céticos e atentos no que tange às redes, porém, sem o saber prévio, pessoas tendem à confiar nessas tecnologias, sem, desse modo, tomar nenhuma precaução durante seu uso.
Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. A fim de dificultar a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet, urge ao Ministério da educação promover programas educacionais voltados para instruir a população frente ao emprego das redes no cotidiano, isso por meio de propagandas em veículos de comunicação. Não somente, isso pode ocorrer, por exemplo, com a ajuda de profissionais competentes neste ramo tecnológico e sócioeducacional. Enfim, temáticas como a de “Control Z” poderiam, dessa forma, deixar de existir.