ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 26/03/2022
No filme “O dilema das redes sociais”, a maior parte da população é induzida fazer o que os programadores das mídias sociais desejam, resultando em uma influenciação em massa. Não obstante da realidade, a manipulação do usuário por meio das redes sociais é uma problemática, pois interfere no julgamento do indivíduo e o manipula sem o seu conhecimento. Desse modo, destacam-se dois problemas decorrentes: a alteração na decisão do indivíduo e a falta de privacidade. Logo, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, observa-se que as pessoas não tem mais o direito de optar por algo de sua própria escolha, visto que as mídias controlam tais ações. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os cidadãos têm o direito a liberdade de opinião e expressão. Sob esse viés, nota-se que a sociedade não goza desse direito, dado que seu livre arbítrio é revogado, ocasionando no efeito manada, em que a sociedade não pode se expressar e segue somente um sistema em que todos tem o mesmo pensamento.
Em segunda análise, é fulcral destacar que esse controle das decisões é uma falta de privacidade, uma vez que todos os dados do usuário são exibidos aos gestores das redes sociais. De acordo com os dados do Diário zona norte, aproximadamente 70% dos brasileiros usam uma ou mais redes sociais. Sob essa ótica, percebe-se que os dados da sociedade estão no controle dos administradores, o que é inadmissível e, infelizmente, é a realidade atual.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para reverter o atual cenário brasileiro. Nesse contexto, cabe ao Governo Federal -órgão responsável pelo bem-estar da nação- combater a interferência das opiniões, por intermédio da criação de leis que proibam a circulação de dados sem o consentimento do usuário, a fim dos cidadãos terem o seu julgamento apropriado. Além disso, o Estado -órgão responsável por uma determinada área- deve impugnar a ausência de privacidade nas mídias, por meio de campanhas informativas para garantir os direitos humanos. Com isso, influenciação não ocorrerá mais como no filme “O dilema das redes sociais”.