ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 26/03/2022

A constituição de 1988, artigo 11, prevê o direito a liberdade de expressão a qualquer pessoa, sem a ingerência de meios pelos quais esse direito não possa compreender a liberdade de opinião e a liberdade de receber ou transmitir informações ou ideias. Contraditoriamente, nesta era digital, os avanços tecnológicos tem obtido, através dos dados pessoais do usuário da internet, a manipulação do seu comportamento, este cenário deve ser analisado, uma vez que o individuo têm seu direito a liberdade comprometido.

Desde a 3º Revolução Industrial, o processo de globalização juntamente com a tecnologia tornou o meio digital um molde para a integridade humana, dessa forma a internet, um dos principais veículos de comunicação, tornou-se capaz de influenciar e manipular grandes massas, o que consequentemente contribuiu para a dissimulação de gostos e opiniões dos usuários, tal premissa ratifica a tendência de padronização e controle tecnologico.

Ademais, a falta de políticas públicas destaca-se como um impulsionador da problemática, uma vez que a escassez de regulamentações nas redes impossibilitam as fiscalizações contra o controle de dados. Nesse sentido é incontestável que a questão constitucional esteja entre as causas do problema, de acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.

Infere-se, portanto, que o haja um tomamento de medidas para a resolução do problema. É necessário que o Estado crie uma regulamentação para a internet, por meio de um órgao regulatório, que fiscalize o controle de dados dos usuários, com o objetivo de acabar com a manipulação do comportamento dos indivíduos. Além disso, os órgãos competentes nas áreas de tecnologia devem promover propagandas de conscientização e educação tecnológica para os usuários, afim de não ocasionar mais a violação de seus direitos. Dessa forma a sociedade poderá alcançar o equilíbrio através da justiça, como disse Aristóteles.